
A revelação divina da face oculta do inimigo
No momento em que nos aproximávamos da porta do quarto do meu irmão, dois eventos insólitos ocorreram no local. O primeiro evento foi o facto de sem nenhuma razão plausível ou aparente, eu ter dito que aquilo que estava a ocorrer era derivado do facto de o meu pai ter colocado água na seringa, o que não correspondia com a verdade.
Não precisamos ser muito inteligentes para percebermos o desígnio maligno por trás daquela falsa acusação: satanás pretendia matar dois coelhos de uma cajadada só. Eu, por via da minha morte física, e o meu pai por via do assassínio público da sua reputação e integridade moral.
Irmãos em Cristo, estão a perceber o quão pérfido e ardiloso é satanás?!… Eu morreria, mas sem antes criar uma imagem totalmente negativa e infundada sobre a pessoa de meu pai, no subconsciente e memória colectiva dos presentes.
Mas, a justiça de Deus não demorou a fazer-se sentir. Sem querer (pois não tinha bases e nem a intenção de assim proceder), vi-me a dizer, alto e bom som: “Hã, já sei… o papá “Pedro” é feiticeiro!…”.
E, então, neste exactíssimo momento, aconteceu algo inexplicável à luz da ciência: o rosto do dito cujo se “materializou” diante dos meus olhos.
Embora eu não possa de forma clara e conclusiva explicar o que aconteceu, estou mais inclinado a acreditar que Deus, desgastado com a sua maldade, determinara o seu desmascaramento e fim naquele dia.
A feitiçaria é uma prática abominável aos olhos de Deus, e Ele mesmo diz que “não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz”, Lucas 8:17. E assim foi: a face oculta do Mal fora desmascarada e exposta por Deus.
Neste dia, no dia em que o meu algoz estava para morrer, nem mesmo o seu feitiço de invisibilidade (os bruxos usam encantamentos ou feitiços de invisibilidade para se manterem ocultos aos olhos das suas vítimas e pessoas próximas destes) lhe manteve fora do alcance da sentença divina expressa em Lucas 8:17. O seu segredo e ocultamento foram finalmente expostos.
Agora ele não era uma entidade sem rosto, nome ou morada. Embora o seu rosto se apresentasse como o de um ser híbrido (uma combinação de rosto humano e de gato), eu conseguia reconhecer claramente as suas conhecidas feições.
Onde quer que me virasse, lá estava a face do Mal, a encarar-me fixamente como uma serpente tentando hipnotizar e engolir a sua presa.
À medida que o tempo passava fui me convencendo que estava sob o efeito de um trabalho de bruxaria muitíssimo forte e decidido a cumprir com a sua missão malévola, ou seja, que estava em grandes apuros, pois não tinha nem a armadura da fé nem o conhecimento (fé e conhecimento que possuo hoje) para lutar contra as Trevas e derrotá-las.
Em pânico pedi a minha irmã que me desse as mãos, como que para fazer uma corrente energética ou coisa parecida, à semelhança do que, das duas ou três vezes que participara dos cultos da IURD, vira a fazer naquela instituição religiosa.
Lembro-me da minha irmã e o meu irmão a segurarem-me as calças para que não caíssem, pois no meio da refrega não tivera tempo de encerrar adequadamente o seu fecho ziper.
Continua no próximo artigo…
