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Meu testemunho de livramento e graça divina (V)

O papá “Pedro”

Antes de continuar, abro um pequeno parêntese para falar do papá “Pedro”[1]. O papá “Pedro” (é dessa forma respeitosa como o chamávamos) era o irmão mais-velho da nossa avó paterna.

A nossa avó paterna fora a mulher que após a separação dos nossos pais, criou-me a mim, e o meu irmão menor, Tozé, e fora na casa dela onde ocorreram os eventos que vimos narrando.

Tal como a nossa avó paterna, o papá “Pedro”, um famigerado e experimentado pescador lá pelas bandas da Ilha do Mussulo (foi pena que tivesse se tornado num pescador de almas para satanás, ao invés de pescador de almas para Cristo), nascera na Ilha do Cabo, província de Luanda, Angola.

Em finais da década de 80 começaram a emergir acusações muito sérias acerca do seu envolvimento com práticas ocultistas, ou seja… com a bruxaria.

Lembro-me de pelo menos em duas ocasiões ter assistido a minha irmã mais-velha e o nosso tio-avô, o papá “Pedro”, a discutirem.

Abro um breve parêntese para homenagear a memória da minha irmã, a quem in memorian repito as palavras que enderecei a ela no momento em que o último punhado de areia se abateu sobre a sua sepultura: “Mena, minha irmã… se ouviste tudo aquilo que eu te disse, você vai ficar bem”.

Infelizmente, a nossa irmã nos deixou no passado dia 07 de Julho do corrente ano. A sua morte não teria ocorrido se ela me tivesse ouvido, pois dois meses antes de sofrer o primeiro ataque de AVC, Deus me tinha mandado avisá-la da necessidade de ela se voltar para Ele, pois o mal estava a se acercar dela.

Pois bem, como estávamos a dizer, pelo menos em duas ocasiões vi a minha irmã a confrontar o nosso tio-avô no quintal da nossa avó paterna.

A cada sentença acusatória proferida pela minha irmã, o velho em sua defesa respondia, em quimbundo, “eme mwene, eme mwene[2]?!…”, intercalando a sua fala com estranhos saltos, saltos estes que levavam a minha irmã a acusá-lo de forma ainda mais vigorosa de estar a “bungular[3]” em plena luz do dia.

Era realmente estranho e grotesco os movimentos que o velho fazia sempre que em quimbundo pretendia, de forma retórica, manifestar a sua falsa admiração às acusações que lhe estavam a fazer. 

Apesar de os gestos e comportamentos deste nosso tio-avô suscitarem alguma estranheza ou causarem um certo desconforto às pessoas próximas (lembro-me de um certo dia em que ele encontrou o meu irmão, um adolescente na altura, a matabichar, e, sem pedir licença, se apossou da sua chávena de leite e, sem dar cavaco a ninguém, sorveu um bocado do leite que o meu irmão estava a tomar, tendo depois disso restituído a chávena ao meu irmão, mas, graças a Deus, este não voltou a tocar na sua refeição), nunca o tinha, até então, chamado de bruxo, por não estar ciente desta sua condição de pessoa má, perversa e perigosa.

 

Continua no próximo artigo…

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[1] Em respeito à sua memória, fez com que (mesmo tendo sido ele um servo de satanás) ocultássemos a sua verdadeira identidade atribuindo-lhe um nome fictício, embora haja aqui na zona em que vivo muita gente que não precisa do seu nome verdadeiro para saber de que pessoa estamos a falar.

[2] Eu mesmo?!… Eu mesmo?!…

[3] Uma espécie de dança sútil, ritualística e com poderes mágicos ou satânicos.

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